Sim, é verdade! Mas como isso acontece?
Apesar de lutarmos contra estereótipos relacionados à população idosa, a frase “Estou esquecido, deve ser a idade” tem um fundo de verdade. Entenda o porquê:
A Neuropsicologia explica a perda benigna de memória nos idosos. Estudos recentes mostram que essas afirmações do senso comum têm uma base científica. O declínio de algumas capacidades de memória – mas não de todas – realmente ocorre.
Existem diferentes tipos de memória. Então, quais permanecem intactas e quais têm suas funções diminuídas?
Um tipo de memória de curto prazo muito afetada pelo envelhecimento – e pelo esquecimento – é aquela que permite que uma pessoa realize uma tarefa que envolva duas ou mais atividades simultâneas. Por exemplo, lembrar um número de telefone enquanto procura por lápis e papel para anotá-lo.
Outro tipo é a voltada para o futuro, como lembrar de tomar um medicamento a cada 4 horas.
O esquecimento benigno afeta ambos os sexos e tende a aumentar a partir dos 85 anos. As causas mais frequentes são estresse, distúrbios afetivos leves e idade avançada.
Se o seu familiar apresenta esses sinais e sintomas, é importante manter a calma. Até o momento, é difícil prever se esses lapsos de memória vão evoluir para um quadro de demência.
Estudos sobre grupos com queixas de esquecimento benigno observaram que metade dos pacientes não apresenta piora. Alguns desses pacientes têm distúrbios afetivos, como depressão e ansiedade, e podem se beneficiar de terapia psicológica ou medicamentosa para melhorar o quadro.
Compreender o processo de envelhecimento é crucial! Você sabia disso?
Larissa Liz – fisioterapeuta geriátrica e neurofuncional da FisioLiz – fisioterapia domiciliar especializada.